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A mostrar mensagens de Setembro, 2004

POUCA TERRA ENTRE TEJO E SADO

Era este o som mágico que ainda na minha infância os, então já raros, comboios a vapor faziam. Recordo-me de os ver passar ali no apeadeiro do Quebedo em Setúbal, com os seus azulejos azuis interrompendo o chilrear das andorinhas naqueles fins de tarde de Verão.

Admito-o com franqueza: sou um apaixonado por comboios e pelo caminho de ferro. Nunca, no meu perfeito juízo, trocarei uma saborosa viagem de comboio ao Porto pela claustrofóbica cabine de uma aeronave ou mesmo pela enfadonha autoestrada.

Paradoxalmente, este lado nostálgico do caminho de ferro, converte-o de transporte romântico do passado no transporte do futuro. Ele é o único que, na pequena e média distância (e até em alguns trajectos de longa distância, no caso da alta velocidade) pode garantir, a um tempo, velocidade, preservação do ambiente, segurança e qualidade no transporte de pessoas.

Vem tudo isto a propósito do início das ligações ferroviárias directas em via dupla, electrificada e completamente desnivelada entre Lis…