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A mostrar mensagens de Outubro, 2012

Wishful Thinking

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FPB é o militante n.º 1 do PSD e um dos seus fundadores em 1974.
É uma pessoa cordata e simpática e tem sido, seja por via partidária, governativa ou editorial, um protagonista da vida pública portuguesa desta terceira república.
Todavia as suas declarações acerca da Constituição e da importância da sua revisão, sendo correctas pecam pela inutilidade. 
É óbvio que a CRP está datada temporal e ideologicamente, ela tal como as precedentes são textos filhos das revoluções que as geraram e padecem das virtudes e defeitos concomitantes a essa circunstância histórica.
De igual modo "são precisos dois para dançar o tango" e o PS tem provado querer sempre exercer o seu papel de "guardião do templo" e nunca vai além de revisões cirúrgicas. Não acredito que desta vez seja diferente e, o grande desafio, será o de neste enquadramento constitucional ter a arte e o engenho de fazer corresponder "as omeletes" aos "ovos" que o país e a sua economia são capazes de g…

¿Por qué no te callas? (II)

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Admiro por vezes o desassombro de FU e uma visão da economia e da sociedade que, não sendo a minha, é exposta com clareza.
No entanto acho que vai longe de mais ao defender que "o país aguenta mais austeridade". Embora isso até seja verdade e o risco de falharmos o nosso programa implique um nível sofrimento económico-social incomparavelmente maior do que a presente austeridade, não fica nada bem, muito menos ajuda, ver alguém que tem rendimentos muito elevados defender mais austeridade quando sabe que serão os mais desfavorecidos os primeiros prejudicados.

Je vous salue, Francisco!

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Entre mim e Francisco Louça há todo um oceano de divergências ideológicas.
No entanto, nesta hora em que se despede do Parlamento, entendo que é de inteira justiça que reconheça as suas capacidades tribunícias e a retórica eficaz de que todos iremos sentir, independentemente do quadrante político, saudades.
De resto a sua declaração de renuncia é eloquente relativamente ao reconhecimento do parlamentarismo como fonte da legitimidade democrática ao reconhecer elegantemente méritos também aos seus adversários e ao não ceder um milímetro ao populismo primário anti-parlamentar.
Afirma Louça que "no Parlamento encontrei alguns homens e mulheres extraordinários  e respeito muito os adversários que sejam fiéis ao seu programa. E, por  isso mesmo, reafirmo-vos convictamente, contra todo o populismo, que é um  crime antidemocrático deixar diminuir ou deixar corroer o pluralismo político".
É importante que, apesar das nossas divergências e, num período tão difícil da vida nacional, haja u…

Le Probleme de l'Etat

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La republique a des raisons que la monarchie ne connait pas...

Tell Me Lies

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Ao que parece Francisco Assis nunca pronunciou a tão glosada frase referente a um Renault Clio e a um líder parlamentar.
Mas isso pouco importa. O "Feiçebuque" tratou do resto e, mesmo que efectivamente não a tenha dito, passou a dizer.
Nunca deixes que a verdade estrague uma boa história!

Muitos Prometem...

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Excelente a entrevista de RE à Renascença.
Se durante muito tempo RE andou em deriva política depois do papel histórico que desempenhou no comando das operações a 25 de Novembro a sua posterior postura senatorial confere-lhe uma lucidez e uma credibilidade sem paralelo.
... Eanes Cumpre!

Cogendo el Socialismo del Cájon

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Nos antípodas de EC parece estar MS.
Como é possível que alguém que desempenhou um papel histórico tão importante em Portugal, desafiando o radicalismo totalitário de esquerda em 1975 e que, enquanto PM, suportou dois bailouts do FMI, pareça agora esquecer esse capital de credibilidade e comportar-se como um incêndiário social?
Má consciência do "socialismo na gaveta"?
White hair sometimes is not a sign of wisdom...

White Hair

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EC é uma personalidade controversa. Pessoalmente gosto da sua maturidade e frontalidade embora, por vezes, ela resulte em algumas "boutades".
A entrevista que deu à TSF constitui um marco de "bom senso político" como raramente tenho assistido.
Um por um ele bate temas tabus (mas que não o devem ser) e deixa recados sensatos ao Governo. Deste modo ele aborda temas como a remodelação governamental; a necessidade de humildade do PM; a privatização da CGD ou o reconhecimento dos erros políticos cometidos pelo Governo.
Fala com tal desassombro que não tenho qualquer dúvida em subscrever cada uma das suas palavras.
White hair is really a sign of wisdom.

Novas Oportunidades

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Na auto-intitulada "Convenção Democrática das Alternativas" (na prática o Congresso das Esquerdas, mas sem o PCP) o putativo candidato presidencial MCS emerge como uma das figuras em destaque.
MCS lendo as conclusões do "conclave" apontava uma curiosa e que defende que o Governo tem de ser demitido e que o povo deve escolher.
Do ponto de vista democrático estamos conversados. MCS e companhia acham-se os guardiões da democracia portuguesa e que este governo apareceu como resultado de um "golpe fascista" perpertado pelo mesmo eleitorado que, agora, quais pitonisas, julgam interpretar.
Quando até Ana Gomes é vaiada acho que está tudo dito sobre a "Convenção"...

Tu quoque, Brute, fili mi!

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A crer nesta notícia do "Expresso" Hollande converte-se num representante do "tenebroso grande capital".
A montanha das promessas terá parido um rato. Espera-se que aqueles que, entre nós, o incensam se possam retratar quanto antes...

O Regresso aos Mercados

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A constatar pela subida de tom a extrema esquerda parece coincidir com os demais quadrantes políticos na necessidade da rapidez de regresso aos mercados.
Só que, animado pelas sondagens e pelo helénico Syrisa, a sua noção de "regresso aos mercados" é algo diferente daquela que é a efectiva e incontornável necessidade de Portugal em matéria de autonomia económica e financeira.

Trotski & Lenine, Lda.

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Com o agudizar do drama político em Portugal, na sondagem recentemente realizada pela UC, o PCP e o BE são os únicos Partidos que sobem e, juntos, alcançam uma percentagem de 24%, a mesma que é apontada para o PSD.
São as ondas de choque do "dossier TSU" a fazerem sentir-se. Talvez por isso haja uma fortíssima subida de tom por parte da extrema-esquerda e um intensificar dos seus protestos tentando cavalgar a onda do descontentamento popular patente nas demonstrações de 15 de Setembro. De resto e, de forma inédita, estas forças políticas convergem na acção de contestação ao Governo.
À falta de um PS credível é o radicalismo de esquerda que colhe e o clima emocional que se vive na sociedade não só o propicia como o potencia. 
Convirá que todas as forças democráticas tenham bem presentes esta ameaça mantendo a serenidade e não contribuindo para adensar a situação. 
Cautelas e Caldos de Galinha...

Separados à Nascença?

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Descubra as diferenças...