quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Wishful Thinking


FPB é o militante n.º 1 do PSD e um dos seus fundadores em 1974.

É uma pessoa cordata e simpática e tem sido, seja por via partidária, governativa ou editorial, um protagonista da vida pública portuguesa desta terceira república.

Todavia as suas declarações acerca da Constituição e da importância da sua revisão, sendo correctas pecam pela inutilidade. 

É óbvio que a CRP está datada temporal e ideologicamente, ela tal como as precedentes são textos filhos das revoluções que as geraram e padecem das virtudes e defeitos concomitantes a essa circunstância histórica.

De igual modo "são precisos dois para dançar o tango" e o PS tem provado querer sempre exercer o seu papel de "guardião do templo" e nunca vai além de revisões cirúrgicas. Não acredito que desta vez seja diferente e, o grande desafio, será o de neste enquadramento constitucional ter a arte e o engenho de fazer corresponder "as omeletes" aos "ovos" que o país e a sua economia são capazes de gerar garantido a protecção social dos efectivamente necessitados.

De resto FPB também vai dizendo que "talvez neste momento haja tarefas mais urgentes"... 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

¿Por qué no te callas? (II)


Admiro por vezes o desassombro de FU e uma visão da economia e da sociedade que, não sendo a minha, é exposta com clareza.

No entanto acho que vai longe de mais ao defender que "o país aguenta mais austeridade". Embora isso até seja verdade e o risco de falharmos o nosso programa implique um nível sofrimento económico-social incomparavelmente maior do que a presente austeridade, não fica nada bem, muito menos ajuda, ver alguém que tem rendimentos muito elevados defender mais austeridade quando sabe que serão os mais desfavorecidos os primeiros prejudicados.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Je vous salue, Francisco!



Entre mim e Francisco Louça há todo um oceano de divergências ideológicas.

No entanto, nesta hora em que se despede do Parlamento, entendo que é de inteira justiça que reconheça as suas capacidades tribunícias e a retórica eficaz de que todos iremos sentir, independentemente do quadrante político, saudades.

De resto a sua declaração de renuncia é eloquente relativamente ao reconhecimento do parlamentarismo como fonte da legitimidade democrática ao reconhecer elegantemente méritos também aos seus adversários e ao não ceder um milímetro ao populismo primário anti-parlamentar.

Afirma Louça que "no Parlamento encontrei alguns homens e mulheres extraordinários  e respeito muito os adversários que sejam fiéis ao seu programa. E, por  isso mesmo, reafirmo-vos convictamente, contra todo o populismo, que é um  crime antidemocrático deixar diminuir ou deixar corroer o pluralismo político".

É importante que, apesar das nossas divergências e, num período tão difícil da vida nacional, haja um sentido democrático que cruza todas as forças políticas.




sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tell Me Lies


Ao que parece Francisco Assis nunca pronunciou a tão glosada frase referente a um Renault Clio e a um líder parlamentar.

Mas isso pouco importa. O "Feiçebuque" tratou do resto e, mesmo que efectivamente não a tenha dito, passou a dizer.

Nunca deixes que a verdade estrague uma boa história!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Muitos Prometem...




Excelente a entrevista de RE à Renascença.

Se durante muito tempo RE andou em deriva política depois do papel histórico que desempenhou no comando das operações a 25 de Novembro a sua posterior postura senatorial confere-lhe uma lucidez e uma credibilidade sem paralelo.

... Eanes Cumpre!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Cogendo el Socialismo del Cájon


Nos antípodas de EC parece estar MS.

Como é possível que alguém que desempenhou um papel histórico tão importante em Portugal, desafiando o radicalismo totalitário de esquerda em 1975 e que, enquanto PM, suportou dois bailouts do FMI, pareça agora esquecer esse capital de credibilidade e comportar-se como um incêndiário social?

Má consciência do "socialismo na gaveta"?

White hair sometimes is not a sign of wisdom...

sábado, 6 de outubro de 2012

White Hair


EC é uma personalidade controversa. Pessoalmente gosto da sua maturidade e frontalidade embora, por vezes, ela resulte em algumas "boutades".

A entrevista que deu à TSF constitui um marco de "bom senso político" como raramente tenho assistido.

Um por um ele bate temas tabus (mas que não o devem ser) e deixa recados sensatos ao Governo. Deste modo ele aborda temas como a remodelação governamental; a necessidade de humildade do PM; a privatização da CGD ou o reconhecimento dos erros políticos cometidos pelo Governo.

Fala com tal desassombro que não tenho qualquer dúvida em subscrever cada uma das suas palavras.

White hair is really a sign of wisdom.


Novas Oportunidades


Na auto-intitulada "Convenção Democrática das Alternativas" (na prática o Congresso das Esquerdas, mas sem o PCP) o putativo candidato presidencial MCS emerge como uma das figuras em destaque.

MCS lendo as conclusões do "conclave" apontava uma curiosa e que defende que o Governo tem de ser demitido e que o povo deve escolher.

Do ponto de vista democrático estamos conversados. MCS e companhia acham-se os guardiões da democracia portuguesa e que este governo apareceu como resultado de um "golpe fascista" perpertado pelo mesmo eleitorado que, agora, quais pitonisas, julgam interpretar.

Quando até Ana Gomes é vaiada acho que está tudo dito sobre a "Convenção"...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Tu quoque, Brute, fili mi!


A crer nesta notícia do "Expresso" Hollande converte-se num representante do "tenebroso grande capital".

A montanha das promessas terá parido um rato. Espera-se que aqueles que, entre nós, o incensam se possam retratar quanto antes...


terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Regresso aos Mercados


A constatar pela subida de tom a extrema esquerda parece coincidir com os demais quadrantes políticos na necessidade da rapidez de regresso aos mercados.

Só que, animado pelas sondagens e pelo helénico Syrisa, a sua noção de "regresso aos mercados" é algo diferente daquela que é a efectiva e incontornável necessidade de Portugal em matéria de autonomia económica e financeira.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Trotski & Lenine, Lda.


Com o agudizar do drama político em Portugal, na sondagem recentemente realizada pela UC, o PCP e o BE são os únicos Partidos que sobem e, juntos, alcançam uma percentagem de 24%, a mesma que é apontada para o PSD.

São as ondas de choque do "dossier TSU" a fazerem sentir-se. Talvez por isso haja uma fortíssima subida de tom por parte da extrema-esquerda e um intensificar dos seus protestos tentando cavalgar a onda do descontentamento popular patente nas demonstrações de 15 de Setembro. De resto e, de forma inédita, estas forças políticas convergem na acção de contestação ao Governo.

À falta de um PS credível é o radicalismo de esquerda que colhe e o clima emocional que se vive na sociedade não só o propicia como o potencia. 

Convirá que todas as forças democráticas tenham bem presentes esta ameaça mantendo a serenidade e não contribuindo para adensar a situação. 

Cautelas e Caldos de Galinha...

Separados à Nascença?



Descubra as diferenças...

Class Conflict ou o PCP no seu melhor

Quando um cidadão "médio" do centro político discorre sobre o Partido Comunista Português aponta, normalmente, o facto de &quo...