sábado, 3 de maio de 2014

SPIN-OFF


É incrível a barragem de fogo mediático em tempo de pré campanha numa espécie de aliança tácita entre a oposição parlamentar e alguma comunicação social.

Tomemos dois exemplos: o DEO e a questão da "saída limpa".


Num e noutro caso estamos perante mistificações que distorcem dados positivos em narrativas negativistas procurando canalizar descontentamento contra o Governo e os partidos que o suportam.


Se o DEO permitirá desagravar (e de que maneira) os rendimentos dos aposentados e pensionistas que tinham sido afetados pela CES (veja-se aqui) então o que importa é repetir a mensagem do "aumento de impostos" (que existe mais é residual) ou de que "Cavaco recupera 2220 euros de pensão" .


Já a "saída limpa" não se deve ao facto indesmentível de o país ter feito um esforço coletivo para ser disciplinado e cumpridor e as taxas de juro estarem agora ao nível de 2006 mas antes de que tal saída nos é imposta pelos nossos parceiros europeus. 

O que se diria se tivéssemos sido relapsos e estivéssemos a discutir não uma saída limpa mas antes um segundo resgate com recurso a uma nova linha de financiamento e a um novo MoU porque o mercado de obrigações continuava a não acreditar em nós?

Esperemos que os eleitores estejam conscientes que chegámos aqui porque fomos proficientes e todos foram chamados a uma austeridade dura e difícil mas que se voltarmos ao habitual, num prazo de três anos temos os "homens de negro" de volta a Lisboa.



sábado, 26 de abril de 2014

Companheiro Vasco


Fizeram há 40 anos a revolução (e bem) para que Portugal fosse um Estado de Direito Democrático.

Ora, o fundamento formal da democracia são as eleições livres e o mandato que é conferido a um Parlamento para legislar e dele emanar um Governo suportado numa maioria de representantes por um  prazo definido.

Acresce a esta circunstância o facto de Direitos Liberdades e Garantias, bem como todos os princípios constitucionais serem escrupulosamente respeitados em Portugal no quadro de uma democracia consolidada.

Ainda assim há quem, baseado numa pretensa "legitimidade revolucionária", queira questionar estes princípios levando a acobertar-se, atrás de si, os que por motivos inconfessáveis anseiam o poder a qualquer preço e no fundo desprezam a escolha popular sempre que ela não lhes é favorável.

É, precisamente, em nome dos ideais de Abril que se deve rejeitar este tipo de práticas por serem anti-democráticas.

Class Conflict ou o PCP no seu melhor

Quando um cidadão "médio" do centro político discorre sobre o Partido Comunista Português aponta, normalmente, o facto de &quo...