1. O Conselho Nacional do PSD, na sua primeira reunião após as eleições legislativas do passado dia 20, regozija-se pela elevada participação dos portugueses naquele acto eleitoral e felicita o Partido Socialista pela vitória alcançada.
2. Expressa o seu mais profundo reconhecimento ao Presidente do Partido, Dr. Pedro Santana Lopes, pelo trabalho empenhado que desenvolveu à frente do Governo de Portugal nos últimos meses, sem descurar, em nenhum momento, o superior interesse nacional, e pela forma como, em circunstâncias particularmente difíceis, liderou o Partido e a Campanha Eleitoral.
3. Regista e dirige uma palavra a todos os eleitores e militantes que confiaram e confiam no Partido Social Democrata – segundo maior partido português – , garantindo a todos que assegurará, no Parlamento e fora dele, uma Oposição responsável e construtiva, colocando, como sempre fez ao longo da sua história, o superior interesse de Portugal acima das conveniência partidárias.
4. Apela à mobilização de todos os militantes e simpatizantes para os combates que se vão seguir e a que façamos do próximo Congresso um espaço de reflexão, de convergência e de escolha de opções que, para bem dos portugueses, nos reforce e una em torno do projecto que o Partido Social Democrata tem para Portugal.
5. O Conselho Nacional deliberou, ainda, marcar o seu XXVII Congresso Nacional para os dias 8, 9 e 10 de Abril próximo, para a cidade de Pombal.
O CONSELHO NACIONAL
Lisboa, 26 de Fevereiro de 2005
Este comunicado, aprovado por unanimidade, reflecte, de facto, ao contrário do que é costume aquilo que se passou no CN do PSD do passado sábado.
Se alguém pensava que se iria reescrever a história recente do PSD desenganou-se.
Claro que o Partido foi derrotado nas urnas. No entanto a inevitável regeneração não pode ser feita à custa da crucificação dos líderes que passam.
Pedro Santana Lopes, goste-se ou não do estilo, foi mais uma vez corajoso ao assumir a derrota pessoalmente. No entanto a responsabilidade é de todos nós, os que nos empenhámos na campanha e acreditámos apesar de sabermos que era impossivel.
Sai de cabeça erguida!
O Rei morreu, viva o Rei!
Quanto ao Congresso a maioria dos congressistas acabou por decidir de forma correcta: não existirão alterações estatutárias porque isso inviabilizaria que o mesmo pudesse prosseguir em virtude da anunciada eleição directa do líder. Ou seja - teria de ser convocado um novo Congresso para a ratificação do líder e para se discutirem as respectivas Moções de Estratégia.
Sou favorável à eleição directa mas admito que este não era o momento adequado, com as autárquicas à porta.
Quanto à escolha de Pombal em lugar do Porto é, por um lado, um sinal de reconhecimento pelo Distrito de Leiria e, por outro, Pombal é o quilómetro 155 da A1, ou seja, a mediana entre Lisboa e o Porto para que a neutralidade para a escolha do novo líder seja plena.
Pedro Roque
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