quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Populismos Messiânicos

Do ponto de vista subliminar não deixa de ser curiosa a capa do DN de hoje, dia 23 de janeiro de 2019.

Independentemente de uma indispensável investigação ao acontecimento que espoletou os incidentes referidos na manchete (refiro-me aos confrontos entre a PSP e alguns moradores do Bairro da Jamaica, Seixal) tem havido uma ofensiva irresponsável, suportada pelo SOS Racismo e o Bloco de Esquerda, visando minar a coesão e a autoridade policiais.

De resto, este Partido, no seu radicalismo (o mesmo será dizer populismo de esquerda) procura hoje, como no passado, reverter os pilares simbólicos e tradicionais da sociedade portuguesa numa antítese, igualmente demagógica, da trilogia "Deus, Pátria e Família" do Estado Novo.

Ora, como todos sabemos, a chegada de forças populistas ao poder em diversos países tem sido também uma reação eleitoral, entre muitos outros aspectos, a uma quebra da autoridade do Estado.

Deste modo, por acidente, ou não, perante a capa do mais antigo diário português, em que a frase "Detidos na Av. da Liberdade tinham antecedentes crimiinais" é encimada por uma fotografia do presidente brasileiro Jair Bolsonaro não deixamos de interrogar-nos se, também em Portugal, este sentimento não contribui para ajudar a trilhar caminhos semelhantes ao de outros países em busca da recuperação do sentimento da autoridade pública perdida. É que se não é assim, até parece e esta postura irresponsável ajuda nesse caminho.

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